Uma página precisa estar acessível aos robôs, ranquear bem nas buscas-satélite, responder rápido no início com fatos específicos e transmitir confiança
A citação virou a nova primeira página. E como ser citado por ChatGPT, Gemini e Claude passou a ser obrigação a partir de agora. Ao invéz de ficar se preocupando com os famosos links azuis, o usuário recebe uma resposta pronta, e só alguns sites ganham o link de crédito.
Foi por isso que A Seer Interactive mediu o efeito: em consultas com AI Overview, páginas citadas recebem 120% mais cliques orgânicos por impressão (CTR de 2,07% contra 0,94%) e cerca de 41% mais cliques pagos (15,74% contra 11,19%), segundo a análise da Pixis sobre os dados.
E por falar nisso, o CTR orgânico em buscas com AI Overview caiu para 1,3% em dezembro de 2025 e subiu para 2,4% em fevereiro de 2026, uma alta de 85% em dois meses, segundo a Seer via Search Engine Land. Ainda assim, buscas sem AI Overview seguem melhores: cerca de 3,3% de CTR, contra 2,1% para páginas citadas e 0,9% para páginas não citadas.
Lembrando que, marcas ou empresas de autoridade alta têm mais chance de ser citadas, então parte desse estudo de 120% pode refletir a força da marca, e não só a citação em si. Moral da história: citação é ótima, mas não é varinha de cordão. Senta que lá vem a história, textão e várias referências absurdas!
Será que as pessoas estão usando a IA para buscar?
Sim, e bastante. Alguns números recentes:
- 71% dos adultos brasileiros conectados usam chatbots, contra 62% na média global, e 79% consideram a IA uma ferramenta de aprendizado e pesquisa, segundo o estudo Our Life With AI, do Google e da Ipsos (janeiro de 2026).
- 70,1% dos brasileiros de 16 a 24 anos usam o ChatGPT todo mês, contra 55,4% na média global, segundo o relatório Digital 2026 da Manochi com a We Are Social, reportado pelo O Hoje.
- O ChatGPT concentrou 99% do tráfego de IA generativa no Brasil e gerou mais de 6,1 milhões de visitas de referência aos 10 maiores e-commerces do país entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, de acordo com a pesquisa da Cadastra com a Similarweb.
- Um contraponto honesto: o Datafolha, em julho de 2025, encontrou que 57% dos brasileiros com mais de 16 anos ainda nunca usam ferramentas de texto como o ChatGPT. A adoção é desigual por idade e escolaridade, e as pesquisas divergem por metodologia.
Como essa pesquisa para ser citado nas IAs foi feita?
É lógico que isso não saiu da minha cabeça! Cyrus Shepard, fundador da Zyppy e autor da newsletter Zyppy Signal, baixou praticamente todos os estudos, experimentos e patentes sobre citações em IA dos últimos dois anos e selecionou os 54 mais úteis (o gráfico original fala em 55; a página do artigo, em 54). Cada fator recebeu uma nota com base em três critérios:
- Repetibilidade: quantas vezes um achado parecido apareceu em estudos diferentes.
- Força da evidência: um estudo com 50 milhões de consultas pesa mais que um caso com 10.
- Apoio oficial: se documentação, especificações técnicas ou patentes confirmam o achado.
As notas foram atribuídas manualmente, com ajuda de IA para ajustar os números finais. O próprio autor avisa: isso não são fatores de ranqueamento no sentido tradicional, são características correlacionadas com citações. Correlação não é causalidade. A planilha com as fontes é pública, e vale ler os estudos originais antes de apostar o orçamento. Eu já falei um pouco disso no estudo que apresentei sobre o SEO X GEO, e a partir de agora, fique com essa pedrada que acabei de descobrir!
Os 23 fatores de citação ficar ligado no que priorizar
| Fator | Nota | Em português claro |
|---|---|---|
| Acessibilidade da URL | 9,5 | O robô consegue entrar na página? |
| Posição na busca | 9,4 | Você ranqueia para a pergunta exata? |
| Posição nas buscas-satélite (fan-out) | 9,3 | Você ranqueia para as perguntas derivadas que a IA faz sozinha? |
| Controle de prévia | 9,2 | Você não escondeu seu texto com nosnippet? |
| Correspondência pergunta-resposta | 9,2 | Títulos e textos espelham a pergunta? |
| Formato certo para a intenção | 9,0 | Lista para “melhores”, passo a passo para “como fazer”? |
| Ranqueamento do cluster de tópicos | 8,9 | Você aparece em várias buscas do mesmo assunto? |
| Resposta no topo | 8,8 | A informação principal está no começo? |
| Estrutura “pronta para IA” | 8,6 | Títulos, seções e tabelas claros? |
| Fatos específicos | 8,3 | Números, nomes e dados verificáveis? |
| Frases explícitas | 8,1 | Afirmações diretas, sem enrolação? |
| Cita fontes | 8,0 | Você mostra de onde veio cada dado? |
| Trechos autossuficientes | 8,0 | Cada trecho faz sentido sozinho? |
| Conteúdo visível no HTML | 7,6 | O texto está na página, e não escondido atrás de cliques e scripts? |
| Atualidade | 7,0 | A informação está em dia? |
| Confiança na marca/entidade | 6,8 | A IA sabe quem você é e confia em você? |
| Tamanho do conteúdo | 6,7 | Mais longo ajuda? Depende. |
| Idioma | 6,3 | O texto está no idioma da pergunta? |
| Consistência de entidades | 5,8 | Você chama a marca sempre pelo mesmo nome? |
| Dados estruturados (schema) | 5,6 | Pequeno efeito positivo, mas consistente. |
| Fonte já conhecida | 5,4 | A IA já “conhece” sua URL do treinamento? |
| Autoridade de domínio | 5,0 | Correlação fraca. |
| llms.txt | 2,0 | Sem evidência de efeito. |
Fonte: Tabela mostra os fatores para ser citado nas plataformas de LLMs de acordo com a Zyppy
A importância de ser encontrado (notas de 9,0 a 9,5)
Pense assim: a IA é uma estagiária muito rápida que só cita quem conseguiu encontrar. Se o seu site não está na lista de candidatos, o texto mais genial do mundo é um monólogo para uma sala vazia.
1. Acessibilidade da URL (9,5): se o robô não entra, ninguém te cita
Uma URL precisa estar acessível e rastreável para ser citada por uma IA. Parece óbvio, mas ficou mais complicado: cada empresa tem seus próprios rastreadores, e a configuração errada derruba sua visibilidade sem aviso.
A documentação da OpenAI separa os papéis. O OAI-SearchBot é o rastreador que leva sites às respostas de busca do ChatGPT, e a empresa recomenda permiti-lo no robots.txt. Sites que o bloqueiam não aparecem nas respostas de busca do ChatGPT. O GPTBot coleta dados para treinamento de modelos, e cada configuração é independente: é possível permitir um e bloquear o outro. O ChatGPT-User atua em ações iniciadas pelo usuário e, segundo a OpenAI, as regras do robots.txt podem não se aplicar a ele.
No Google, o cenário é parecido. A página oficial sobre recursos de IA afirma que, para aparecer como link de apoio em AI Overviews ou no Modo IA, a página precisa estar indexada e elegível para exibir snippet, e que não há requisitos adicionais. O robô Google-Extended não controla a presença em AI Overviews, porque esses recursos usam o índice normal do Googlebot.
Um detalhe de infraestrutura: a Cloudflare, que protege cerca de 20% da web, passou a bloquear rastreadores de IA por padrão em domínios novos desde julho de 2025. Segundo análise baseada em comunicados da empresa, a partir de 15 de setembro de 2026 rastreadores de treinamento e de agentes passam a ser bloqueados por padrão em páginas com anúncios de domínios novos e do plano gratuito, enquanto a busca continua permitida. Ou seja: seu site pode estar bloqueando robôs sem que ninguém da equipe tenha apertado esse botão. Parabéns, ele ficou seguro, silencioso e invisível, igual loja de bairro com a porta de aço fechada em horário comercial.
O que fazer: abra o robots.txt, confira o painel da CDN/firewall e decida por papel (busca, treino, ação do usuário) em vez de bloquear tudo no escuro.
2. Posição na busca (9,4): o bom e velho SEO ainda manda
Páginas bem ranqueadas no Google têm mais chance de virar citação, mas a força dessa relação mudou ao longo do tempo. Um estudo da Ahrefs de 2025 com 1,9 milhão de citações de 1 milhão de AI Overviews encontrou que 76,1% das páginas citadas estavam no top 10. Uma análise atualizada, com 863 mil palavras-chave e 4 milhões de URLs, mostrou que o número caiu para 38%. A BrightEdge, com outra metodologia, chegou a cerca de 17%. A explicação mais provável, segundo a Ahrefs, é o fan-out (veja abaixo).
No ChatGPT, o relatório da AirOps encontrou que a posição de recuperação é o preditor mais forte de citação: uma página na primeira posição tem 58% de chance de ser citada, contra 14% na décima, uma diferença de quase 4 vezes.
3. Posição nas buscas-satélite, o fan-out (9,3): a IA pesquisa mais do que você perguntou
Quando alguém faz uma pergunta, a IA dispara várias buscas derivadas para montar a resposta. O Google confirma que AI Overviews e Modo IA podem usar essa técnica de query fan-out. Nos dados da AirOps, 88,6% dos prompts do ChatGPT geram exatamente duas sub-buscas, 95% delas têm volume de busca zero nas ferramentas tradicionais, e 32,9% das citações vêm de resultados que só aparecem nessas buscas derivadas.
Existe um nuance importante. A AirOps também observou que cobrir todos os subtópicos tem pouco efeito: páginas que cobrem de 26% a 50% das sub-buscas foram citadas mais que páginas que cobrem 100%. O que pesa é ranquear bem para as perguntas derivadas, e não escrever uma enciclopédia que tente responder tudo. Ou seja: pense em perguntas vizinhas e responda a elas em páginas ou seções bem focadas, com títulos claros.
4. Controle de prévia (9,2): não se esconda de propósito
Diretivas como nosnippet, data-nosnippet e max-snippet limitam o que o Google pode mostrar e usar como entrada para AI Overviews e Modo IA. A documentação do Google lista esses controles. O preço da brincadeira: elas também tiram o snippet dos resultados comuns. Se a meta é ser citado, revise se algum plugin ou template aplicou nosnippet sem avisar ninguém.
5. Correspondência pergunta-resposta (9,2) e formato certo para a intenção (9,0)
Vários estudos documentam uma proximidade semântica entre a resposta da IA e o conteúdo citado. Na prática, título, subtítulos e texto espelham a pergunta do usuário. A AirOps mediu que, com a mesma posição de recuperação, títulos que combinam bem com a consulta dão cerca de 12 pontos percentuais de vantagem na taxa de citação.
O formato também conta. Para “melhores X”, a IA tende a citar listas e tabelas comparativas. Para “como fazer X”, guias passo a passo. Nem sempre vale forçar, mas ignorar a intenção é pedir para ficar de fora.
Precisa ser entendido (notas de 8,0 a 8,9)
Depois de te encontrar, a IA precisa conseguir usar seu texto. Aqui entra um dado que muda o jogo: ela não lê a página inteira.
6. Ranqueamento do cluster de tópicos (8,9)
Ranquear para várias buscas relacionadas aumenta a chance de ser citado ao menos uma vez. Mantenha um conjunto coerente de conteúdos sobre o mesmo assunto, ligados entre si por links internos (o Google também recomenda facilitar a descoberta do conteúdo por links internos).
7. Resposta no topo (8,8): a IA tem pressa e orçamento curto
A pesquisa de Dan Petrovic, da Dejan AI, analisou 7.060 consultas e concluiu que o Google usa um orçamento de cerca de 2.000 palavras por consulta para fundamentar respostas do Gemini, dividido entre as fontes por relevância. A fonte número 1 recebe, em média, 531 palavras (28% do total); a número 5, 266 palavras (13%). A página típica tem cerca de 377 palavras selecionadas. Páginas com menos de 1.000 palavras tiveram 61% de cobertura; páginas com mais de 3.000, apenas 13%.
Ressalva: os dados brutos desse estudo não são públicos, então trate os números como indicativos, não como lei. Mas a direção bate com outros trabalhos: coloque a resposta principal nos primeiros parágrafos. Quem guarda o melhor para o fim, como em novela das nove, corre o risco de a IA desligar a TV antes do desfecho.
8. Estrutura “pronta para IA” (8,6)
IAs dividem páginas em seções antes de recuperar trechos. Você não precisa picotar o texto em migalhas: basta uma estrutura clara, com títulos descritivos, listas, tabelas e seções bem delimitadas. Muitos estudos associam esses elementos a mais citações.
9. Fatos específicos (8,3), frases explícitas (8,1) e trechos autossuficientes (8,0)
Citações existem para sustentar afirmações concretas. Por isso, textos que trazem fatos verificáveis, em frases diretas e completas, são mais citáveis. Compare:
- Fraco: “Adultos precisam de bastante proteína.”
- Forte: “A recomendação geral para adultos saudáveis é de 0,8 grama de proteína por quilo de peso corporal por dia.”
O mesmo vale para o “depende” que aparece em todo parágrafo. Hesitar o tempo todo é a versão textual do “vou ver e te falo”: educado, mas ninguém consegue citar. Quando houver incerteza real, diga qual é e em que condições a resposta muda. Isso é precisão, não enrolação.
Trechos autossuficientes significam que cada afirmação importante faz sentido isolada. “Esse ingrediente tem mais evidências” obriga a IA a procurar qual ingrediente e quais evidências. “A [Marca] é uma plataforma de emissão de notas fiscais para MEIs” (exemplo ilustrativo) dispensa qualquer contexto.
10. Cita fontes (8,0): mostre o dever de casa
Fatos acompanhados de fontes claras aparecem mais associados a citações. Não é preciso referenciar cada vírgula, mas vale mostrar de onde vêm os dados importantes, com link, ano e nome do estudo. Como as IAs precisam justificar o que citam, uma página que já traz a fonte facilita a vida delas.
Tem que ser relevante, confiável e atual (notas de 5,0 a 7,6)
11. Conteúdo visível no HTML (7,6)
Texto escondido em abas, acordeões ou carregado só por JavaScript pesado tende a render menos, tanto no Google quanto nas IAs. Se a resposta mais importante só aparece depois de três cliques, ela provavelmente não será vista.
12. Atualidade (7,0)
Um estudo da Ahrefs com 17 milhões de citações em sete plataformas mostrou que as URLs citadas por assistentes de IA são, em média, 25,7% mais recentes que as das buscas orgânicas (1.064 contra 1.432 dias de idade). O AI Overview do Google foi a exceção: cita conteúdo cerca de 16 dias mais antigo que o orgânico. A importância varia com o assunto: resultado de jogo de ontem exige dado fresco; história do Brasil Império nem tanto.
Dica: atualize o que realmente mudou e deixe a data visível. Trocar apenas o ano no título é o equivalente digital de repintar a fachada sem consertar o encanamento.
13. Confiança na marca e na entidade (6,8)
IAs parecem buscar fontes mais confiáveis. Para uma dúvida de saúde, é mais provável que citem a Mayo Clinic do que um blog anônimo. Construir reputação (menções, autores identificados, presença consistente) ajuda, e é uma boa prática independentemente de IA.
14. Tamanho (6,7)
A maioria dos estudos mostra que textos mais longos têm desempenho melhor, mas a evidência é inconsistente. O estudo da Dejan sugere que, acima de cerca de 1.500 a 2.000 palavras, mais texto dilui a cobertura sem aumentar o que é selecionado. A conclusão do próprio estudo: densidade vence comprimento. Escreva o que o assunto pede, sem encher linguiça.
15. Idioma (6,3)
Há viés claro para o idioma (e às vezes o local) da pergunta. Uma pergunta em francês, feita na França, tende a trazer citações em francês. Para o Brasil, isso significa que conteúdo em português do Brasil, com termos, exemplos, moeda e leis daqui, leva vantagem sobre tradução literal de gringo.
16. Consistência de entidades (5,8)
“A Zyppy cria software de SEO que ajuda profissionais a ranquear” é mais claro que “A Zyppy cria software de SEO. Nosso software ajuda profissionais a ranquear”. Use sempre o mesmo nome para marcas, produtos e pessoas, sem apelidos e sem “o dito cujo”.
17. Dados estruturados (5,6)
É um dos debates mais acalorados do SEO. LLMs normalmente não ingerem schema no treinamento, e há evidência limitada de que consigam enxergá-lo na busca, sem usá-lo como um schema. Mesmo assim, praticamente todo estudo que cruzou schema com citações encontrou relação positiva, pequena porém consistente. O Google ainda lembra que o schema deve corresponder ao texto visível na página.
18. Fonte já conhecida (5,4)
Às vezes a IA cita uma URL só porque a conhece do treinamento, sem fazer busca. Isso é mais típico do ChatGPT e do Perplexity e pode resultar em links que já não existem. Recomendação: se você mudar URLs, use redirecionamento 301 em vez de deixar a página virar 404.
19. Autoridade de domínio (5,0)
Vários estudos encontraram relação com citações, mas geralmente fraca. Um relatório da AirOps, resumido pela Flipflow, observou que domínios de autoridade média (DA 20 a 80) concentram boa parte das citações no ChatGPT. Tradução: site pequeno e bem feito tem chance.
O fator de 2,0: llms.txt, a placa de “pode entrar” numa porta que ninguém tenta abrir
O llms.txt é uma proposta de arquivo, parecida com um robots.txt para IAs, que lista links e resumos do site. Virou moda, mas as evidências não acompanham o entusiasmo:
- A SE Ranking analisou cerca de 300 mil domínios, e só 10,13% tinham o arquivo. Não houve correlação entre ter llms.txt e ser mais citado, e remover essa variável do modelo de previsão melhorou a precisão (relato do Search Engine Journal).
- O Google não indicou que usa llms.txt em AI Overviews ou Modo IA, e a OpenAI recomenda permitir o OAI-SearchBot no robots.txt, sem mencionar llms.txt como sinal de citação.
- Um estudo posterior da Trakkr, com 37.894 domínios, também não achou vantagem de citação, segundo levantamento da Something Inc.
O que eu acho: criar o arquivo é barato e inofensivo, mas não gaste uma tarde (nem uma reunião) nele esperando milagre. Invista esse tempo em ranquear e em escrever melhor.
Eu sei que é muita coisa! Mas esse estudo de IA ajuda a entender como as coisas funcionam no dia a dia

Falando nisso, listei o que as pessoas mais perguntam. Inclusive, gerentes e CMOs de grandes empresas
Júnior, eu preciso de uma estratégia de GEO separada do SEO?
Em grande parte, não. A própria Zyppy conclui que a maioria dos fatores críticos coincide com práticas de SEO tradicional, e o Google afirma que não há requisitos adicionais para aparecer em AI Overviews e no Modo IA, embora as boas práticas de SEO continuem valendo. O que muda são detalhes técnicos, como controle de rastreadores de IA e a atenção à extraibilidade do texto.
Conteúdo longo ou curto: qual é melhor para ser citado?
Não seja burro! Nenhum dos dois por si só. A evidência sobre tamanho é inconsistente, e o estudo da Dejan indica que a seleção de trechos se estabiliza em torno de 540 palavras por fonte. Escreva o necessário, com a resposta no topo e seções bem separadas. (Desculpe, não tenho a fonte :/ )
Schema ajuda a ser citado?
Ajuda pouco, mas de forma consistente nos estudos. Não é um atalho. Use para descrever corretamente o que já está visível na página. As vezes dá muito trabalho implementar e gasta muito tempo.
O que é query fan-out?
Cara, isso pra mim é a virada do jogo! É a técnica em que a IA transforma uma pergunta em várias buscas relacionadas para montar a resposta. O Google confirma que AI Overviews e Modo IA podem usá-la, e a AirOps observou que a maioria dos prompts do ChatGPT gera duas sub-buscas, quase todas sem volume de busca registrado. Se o Google tá falando, vai lá e faz e pára de perguntar.
Bloquear o GPTBot me tira do ChatGPT?
Pra quê!? Segundo a OpenAI, GPTBot (treinamento) e OAI-SearchBot (busca) são configurações independentes. Bloquear o OAI-SearchBot, sim, impede que seu site apareça nas respostas de busca do ChatGPT.
Ser citado garante cliques e eu pago menos com Ads?
Não. Páginas citadas recebem mais cliques que as não citadas, mas ainda menos que buscas sem AI Overview, segundo a Seer. A citação também constrói presença de marca, que pode aparecer em buscas posteriores.
E agora o que eu faço?
Eu começaria a dar prioridade para as notas de 9 a 7. Lembrando que as notas da Zyppy são julgamentos manuais baseados em correlações, e o autor afirma que erros são dele.
Parte dos estudos citados vem de empresas que vendem ferramentas de SEO e IA, e os resultados mudam rápido entre plataformas e versões de modelos (veja a queda de 76% para 38% do estudo da Ahrefs).
Não seja burro! Antes de sair fazendo, teste na sua pegada aos poucos, meça e vai calibrando. Pra te ajudar, eu já to fazendo isso e os resultados começaram a aparecer!
Bóra dominar o mundo com as IAs!
